Foram apenas duas horas e trinta minutos de sono. Ele acorda inúmeras vezes, vira para o lado e segura de forma desajeitada o celular, para confirmar as horas. Faltam 4 minutos para o despertador disparar o alarme. Ele decide desliga-lo antes e se levantar. Mais um dia de trabalho o aguarda.
Londres, UK. O país ainda sofre os efeitos da crise internacional. Pessoas demais, empregos de menos. Com a abertura do país para a entrada de estrangeiros do Leste Europeu, a situação apenas se agravou. O preço das Universidades aumentou consideravelmente. Sem bons trabalhos e agora, com a possibilidade de estudar ainda menor, uma questão volta a assombra-lo. Por que continuar?
Lentamente, ele se levanta da cama barata comprada há poucos meses e já com algumas molas arruínadas. Procura pelas meias e em seguida pelo par de tênnis. Por fim, veste um jumper extra, seu casaco pesado e sua boina. Coloca algumas outras peças de roupa na mochila (para serem usadas na academia) e sua escova de dentes.
Na cozinha, ele coloca uma caneca de leite desnatado que fora comprado no dia anterior com um pouco de café solúvel no microwave. Dois minutos bastam para seu café da manhã estar pronto. Assim que termina de beber, ele pega as chaves, carteira, mochila e seu Oyster, e desce as escadas da Dover House em direção a estação de Brixton. Ainda não são sete da manhã.
Pela manhã, ele pensa em desistir. Está cansado e com frio. Não tem dormido mais do que quatro horas por noite há muitas semanas. Ele também pensa no seu deus. Haveria algum propósito em ter fé e continuar agindo da mesma forma indisciplinada, dos últimos 3 anos? Não é a primeira e nem a última vez que ele pensará sobre isso.
O dia de trabalho não é tão desagradável. Os colegas de trabalho, Ingleses da cidade de Newcastle e Sunderland, o tratam com respeito. Sua função é distribuir e instalar diferentes tipos de cabos elétricos em um prédio em construção. Um fututo alojamento para estudantes universitários no Norte de Londres. Ainda não há janelas ou paredes externas, o que permite que o vento gelado do inverno o atormente durante o dia. Mas em alguns dos quartos, há telas de proteção que impedem a entrada do vento e também da luz. São nesses lugares onde ele se sente melhor. Sozinho, na escuridão. Perdido em pensamentos.
No fim do dia, um convite da parte dos seus colegas de trabalho. Jantar em um "Pub" próximo. A conta vai ser paga pelo patrão, anuncia um deles. Ele decide ir.
The Twelve Pins. Um tradicional pub Irlandês. Comida caseira e uma variedade razoável de cervejas. Diversos telões de tv transmitem diferentes partidas de futebol. A maioria dos que ali estão no momento, parecem ser ingleses que acabaram de sair dos seus trabalhos. O chefe se chama Carl. Ele tem 37 anos, casado, dois filhos. Ele faz questão de pagar uma "Brown Ale" produzida na sua cidade natal e que leva o mesmo nome: Newcastle.
No início eles não encontram um lugar para sentarem. O Pub está realmente cheio. Até que uma das waitress, os convida para sentar em uma das poucas mesas localizadas no fundo do Pub. Eles começam a beber e conversar. No início falam de futebol. Parece que os homens ingleses, principalmente os que trabalham na área de construção civil, só sabem falar de futebol. Mas quando estão na terceira rodada de bebidas, eles se abrem mais. O patrão começa a perguntar sobre sua vida e ele comenta de suas viagens. Com isso, passa a se tornar o centro das atenções da mesa. Cada um com seu celular nas mãos, passam a mostrar as fotos de familiares, viagens, etc.
Ele passa a perceber que aquele momento é exatamente aquilo que ele procurava quando tanto desejava sair do Brasil: Dividir experiências com outras pessoas ao redor do mundo. Começam a falar de passado e futuro, experiências e planos. Terminam a quinta rodada de bebidas e decidem ir embora. Ele se despede, agradecendo o convite, o jantar e a conversa. Segue para a estação de trem mas desiste de ir para casa pelo meio mais rápido. Ele vai caminhando. Pensando em tudo o que falou e ouviu, ele decide que ainda vale a pena ficar ainda um pouco mais na cidade. Ansioso para pisar na Estrada. Mas feliz por não mais estar sonhando com uma vida diferente. Ele está agora vivendo seu sonho.
Thursday, 1 March 2012
Friday, 13 January 2012
O Menino que vivia nas Sombras
As opiniões pouco se mostravam importantes. Talvez fosse orgulho. Desejo de seguir um caminho exclusivo. As pessoas eram diferentes. Não foram constituídas nem forjadas com o mesmo tempero que deram origem a este conjunto de escudo e espada.
Ego. Como uma criança, enxergava o mundo, a realidade e tudo que nela há a partir apenas dos seus olhos e dos seus frágeis e incertos conceitos. Um príncipe criado em um castelo indevassável. O resto era visto com curiosidade, porém falso interesse.
Era rei apenas em sua própria ruína. Os laços que havia feito eram frágeis e se desfizeram com incrível velocidade. O castelo, por fim, ruiu. Nada abaixo dos céus permanece para sempre. Começava a entender e aprender sobre certas verdades na vida.
Com o decorrer dos anos, viu que as areias não deixavam de cair por sua causa. E nem deixavam de fazê-lo por ninguém. O mesmo sol estava acima de todos. Então, mais uma vez, procurou um caminho diferente dos demais. Ele escolheu habitar nas sombras.
Ausência de medo. Amava as sombras como poucos. Se haviam fantasmas naquele lúgubre território, ele haveria de se tornar um deles. Nada mais importava. Grandes referências haviam partido para um mundo onde ele não desejaria ir naquele momento.
Havia mudado sua forma de lutar e suas armas. Mesmo a armadura já não fazia mais sentido em ser usada. Sentia-se protegido pela solidão e pelo silêncio. Ninguém haveria de saber o que se passara naquele coração. E assim, enxergava-se como privilegiado.
Uma multidão de sentimentos era assistida tal qual uma peça, com os atores tão próximos dele, mas ainda assim, sem vê-lo. Um tumor surgiu no peito, devorando seu coração. Havia nele agora um vazio que não cessava de crescer e contaminar o seu ser.
Próximo de si, a alegria, o medo, a ansiedade, o desejo e o amor. Mas não acreditava poder participar de nenhuma emoção. Havia isolado de si, os demais. Era diferente, repetia para si mesmo. Nunca havia desejado tanto sentir aquelas emoções. Até agora.
Decidiu que do seu jeito, haveria de conhecer esses sentimentos. Sentia-se próximo da morte, tão forte era a tristeza que agora sentia por tanto tempo haver declinado dos mais intrínsecos sentimentos e emoções humanas. Escolheria cautelosamente cada passo.
E assim, iniciou seus primeiros passos em direção contrária às sombras. Mas elas haviam se acostumado com ele. Viam-no como uma cria agora, propriedade delas. Não permitiriam que fosse embora. Assim, quando ele se foi, as sombras atrás dele vieram.
E ele? Ele continua na estrada.
Ego. Como uma criança, enxergava o mundo, a realidade e tudo que nela há a partir apenas dos seus olhos e dos seus frágeis e incertos conceitos. Um príncipe criado em um castelo indevassável. O resto era visto com curiosidade, porém falso interesse.
Era rei apenas em sua própria ruína. Os laços que havia feito eram frágeis e se desfizeram com incrível velocidade. O castelo, por fim, ruiu. Nada abaixo dos céus permanece para sempre. Começava a entender e aprender sobre certas verdades na vida.
Com o decorrer dos anos, viu que as areias não deixavam de cair por sua causa. E nem deixavam de fazê-lo por ninguém. O mesmo sol estava acima de todos. Então, mais uma vez, procurou um caminho diferente dos demais. Ele escolheu habitar nas sombras.
Ausência de medo. Amava as sombras como poucos. Se haviam fantasmas naquele lúgubre território, ele haveria de se tornar um deles. Nada mais importava. Grandes referências haviam partido para um mundo onde ele não desejaria ir naquele momento.
Havia mudado sua forma de lutar e suas armas. Mesmo a armadura já não fazia mais sentido em ser usada. Sentia-se protegido pela solidão e pelo silêncio. Ninguém haveria de saber o que se passara naquele coração. E assim, enxergava-se como privilegiado.
Uma multidão de sentimentos era assistida tal qual uma peça, com os atores tão próximos dele, mas ainda assim, sem vê-lo. Um tumor surgiu no peito, devorando seu coração. Havia nele agora um vazio que não cessava de crescer e contaminar o seu ser.
Próximo de si, a alegria, o medo, a ansiedade, o desejo e o amor. Mas não acreditava poder participar de nenhuma emoção. Havia isolado de si, os demais. Era diferente, repetia para si mesmo. Nunca havia desejado tanto sentir aquelas emoções. Até agora.
Decidiu que do seu jeito, haveria de conhecer esses sentimentos. Sentia-se próximo da morte, tão forte era a tristeza que agora sentia por tanto tempo haver declinado dos mais intrínsecos sentimentos e emoções humanas. Escolheria cautelosamente cada passo.
E assim, iniciou seus primeiros passos em direção contrária às sombras. Mas elas haviam se acostumado com ele. Viam-no como uma cria agora, propriedade delas. Não permitiriam que fosse embora. Assim, quando ele se foi, as sombras atrás dele vieram.
E ele? Ele continua na estrada.
Saturday, 7 January 2012
As Sombras de um Novo Ano
Ele busca pelas palavras mas não as encontra. A fina chuva, porém, o encontra facilmente. Ele olha para seus calçados e lembra que um dia eles já foram a prova d'água. Eles já atravessaram florestas no norte e desertos no sul. Hoje, eles já estão bem gastos. E seus pés já estão molhados antes que ele alcance uma cobertura. Ele continua caminhando calmamente. Após alguns minutos, ele para em frente a estação de St. James Park e então, lembranças também o alcançam.
Ele desiste de pegar um trem na estação e segue em direção ao parque. Olha para os dois lados da avenida antes de atravessar e não percebe carro algum. Ele sorri para si mesmo ao chegar na entrada do St. James. Em sua cidade natal, entrar em um local como esse tarde da noite seria um convite ao desastre. Aqui, ele não encontra uma só alma por perto. Ele observa as sombras projetadas e os galhos retorcidos das altas árvores. Até alcançar uma encruzilhada.
St. James Park em um dia de verão.
Apesar da má iluminação do local, ele se sente seguro. Forçando um pouco a vista, em meio a chuva, ele percebe pequenas setas apontando para diversas direções: O Palácio de Buckingham no Oeste, The Mall e o St. James Palace no Norte, the House Guard no Leste e o Birdcage Walk no Sul. Ele se lembra dos pelicanos e dos outros muitos pássaros que costumam viver naquele local, das fotos que já tirou durante o dia e do quanto ele sentia falta da sensação de estar só.
O St. James Park é o mais antigo dos Parques Reais. E o favorito dele também. A última vez em que ele esteve ali foi no Outono. Quando as muitas folhas amareladas e vermelhas transformavam o local em uma obra de arte encantadora. Ele amava ver os pequenos esquilos. Audaciosos, vinham até as mãos daqueles que ofereciam pequenos pedaços de pão ou biscoito. Então, ele percebe que além de completamente molhado, também está sentindo fome. E se pergunta onde poderá encontrar o mercado aberto mais próximo.
Os Esquilinhos daqui são corajosos.
Ele começa a deixar o parque e as lembranças para trás. Mas no fundo, não gostaria de partir. Não há ninguém esperando por ele. Não há um local onde ele possa chamar verdadeiramente de lar. Se não estivesse se sentindo tão faminto, é possível que ele se decidisse por permanecer um pouco mais. Então, percebe que há alguém se aproximando. Um homem, vestindo um kilt e carregando uma bagpipe. Ele já viu pessoas assim tocando em troca de algumas moedas, bem próximo do parque, em Westminster.
Ele olha para trás e percebe o quanto mudou. O ano se iniciou há apenas poucos dias e ele não consegue perceber mudança alguma em sua vida. Nem novos planos, nem novos sonhos. O novo ano parece ser como uma sombra daquele que finalmente chegou ao seu fim. É como se a passagem de tempo se congelasse e ele estivesse na mesma encruzilhada de anos atrás, mas com setas apontados para rumos diferentes. No fim, ele prefereria permanecer naquele parque. Mas sua fome o obriga a seguir em frente.
Ele desiste de pegar um trem na estação e segue em direção ao parque. Olha para os dois lados da avenida antes de atravessar e não percebe carro algum. Ele sorri para si mesmo ao chegar na entrada do St. James. Em sua cidade natal, entrar em um local como esse tarde da noite seria um convite ao desastre. Aqui, ele não encontra uma só alma por perto. Ele observa as sombras projetadas e os galhos retorcidos das altas árvores. Até alcançar uma encruzilhada.
Apesar da má iluminação do local, ele se sente seguro. Forçando um pouco a vista, em meio a chuva, ele percebe pequenas setas apontando para diversas direções: O Palácio de Buckingham no Oeste, The Mall e o St. James Palace no Norte, the House Guard no Leste e o Birdcage Walk no Sul. Ele se lembra dos pelicanos e dos outros muitos pássaros que costumam viver naquele local, das fotos que já tirou durante o dia e do quanto ele sentia falta da sensação de estar só.
O St. James Park é o mais antigo dos Parques Reais. E o favorito dele também. A última vez em que ele esteve ali foi no Outono. Quando as muitas folhas amareladas e vermelhas transformavam o local em uma obra de arte encantadora. Ele amava ver os pequenos esquilos. Audaciosos, vinham até as mãos daqueles que ofereciam pequenos pedaços de pão ou biscoito. Então, ele percebe que além de completamente molhado, também está sentindo fome. E se pergunta onde poderá encontrar o mercado aberto mais próximo.
Ele começa a deixar o parque e as lembranças para trás. Mas no fundo, não gostaria de partir. Não há ninguém esperando por ele. Não há um local onde ele possa chamar verdadeiramente de lar. Se não estivesse se sentindo tão faminto, é possível que ele se decidisse por permanecer um pouco mais. Então, percebe que há alguém se aproximando. Um homem, vestindo um kilt e carregando uma bagpipe. Ele já viu pessoas assim tocando em troca de algumas moedas, bem próximo do parque, em Westminster.
Ele olha para trás e percebe o quanto mudou. O ano se iniciou há apenas poucos dias e ele não consegue perceber mudança alguma em sua vida. Nem novos planos, nem novos sonhos. O novo ano parece ser como uma sombra daquele que finalmente chegou ao seu fim. É como se a passagem de tempo se congelasse e ele estivesse na mesma encruzilhada de anos atrás, mas com setas apontados para rumos diferentes. No fim, ele prefereria permanecer naquele parque. Mas sua fome o obriga a seguir em frente.
Thursday, 22 December 2011
Novos Caminhos para o dia de Hoje
Hoje é o primeiro dia de inverno deste ano neste Hemisfério.
Quando menos é esperado, a temperatura começa a cair. Está chuvendo forte novamente. As palavras já não nascem tão facilmente. Elas gostam de honrar com sua presença apenas nos dias de chuva. E ainda assim, não são muitas palavras que surgem.
O que importa é a luta. Como a mesma é travada por cada um. Todos são falhos e portadores de tão grande diversidade de culpas e feridas. O que deveria causar grande preocupação é o tratamento que deveria ser dado as mesmas durante a estrada da vida.
As mesmas são tantas. As estradas encontradas que constituem os caminhos de cada um. Sentidos diferentes, passos diferentes a serem dados. Muitas vezes só é aceitado o certo, após se viver o errado. O Doce parece só possuir verdadeiro significado após o amargo ser provado.
Há tempo para tudo abaixo dos céus, e o tempo agora é de chuva. Que o toque da mesma possa permitir a mudança e a renovação. Que a vida possa renascer e o milagre da transformação venha se tornar realidade para aqueles que semeiam.
Por que não aproveitar o dia de hoje para recomeçar? Para tratar das feridas e planejar novos vôos. Não espere pelo florescer que vem na Primavera para seguir seu caminho. Inicie o quanto antes um novo capítulo para sua vida. Não olhe com tristeza para a chuva que hoje cái.
Permita que ela possa levar embora a amargura e a tristeza que permaneceu por mais tempo que o necessário na vida de cada um. Que ela possa, ao encontrar a face de cada sonhador ou sonhadora, trazer as lembranças que falam sobre como combater o bom combate e ainda assim, não perder a alegria e esperança.
Que o caminho certo seja encontrado e seguido, independente se o errado já tenha se convencionado como normal. Importa o coração em Paz, a meta escolhida e seguida.
Quando menos é esperado, a temperatura começa a cair. Está chuvendo forte novamente. As palavras já não nascem tão facilmente. Elas gostam de honrar com sua presença apenas nos dias de chuva. E ainda assim, não são muitas palavras que surgem.
O que importa é a luta. Como a mesma é travada por cada um. Todos são falhos e portadores de tão grande diversidade de culpas e feridas. O que deveria causar grande preocupação é o tratamento que deveria ser dado as mesmas durante a estrada da vida.
As mesmas são tantas. As estradas encontradas que constituem os caminhos de cada um. Sentidos diferentes, passos diferentes a serem dados. Muitas vezes só é aceitado o certo, após se viver o errado. O Doce parece só possuir verdadeiro significado após o amargo ser provado.
Há tempo para tudo abaixo dos céus, e o tempo agora é de chuva. Que o toque da mesma possa permitir a mudança e a renovação. Que a vida possa renascer e o milagre da transformação venha se tornar realidade para aqueles que semeiam.
Por que não aproveitar o dia de hoje para recomeçar? Para tratar das feridas e planejar novos vôos. Não espere pelo florescer que vem na Primavera para seguir seu caminho. Inicie o quanto antes um novo capítulo para sua vida. Não olhe com tristeza para a chuva que hoje cái.
Permita que ela possa levar embora a amargura e a tristeza que permaneceu por mais tempo que o necessário na vida de cada um. Que ela possa, ao encontrar a face de cada sonhador ou sonhadora, trazer as lembranças que falam sobre como combater o bom combate e ainda assim, não perder a alegria e esperança.
Que o caminho certo seja encontrado e seguido, independente se o errado já tenha se convencionado como normal. Importa o coração em Paz, a meta escolhida e seguida.
Monday, 19 December 2011
Sobre o que Abandonamos
Quando se vê ou ouve certas posições e opiniões, nem sempre o silêncio pode ser mantido.
O que se revela, realmente, é o quanto as pessoas estão cada vez mais menos interessadas em buscar viver certos valores. Tantas pessoas que deveriam ser exemplo, e que hoje, estão afundadas quase que por completo num mar de lama. Se deixaram vencer pela grande nuvem de testemunhas negativas, e hoje, decidiram parar de nadar contra e deixaram-se levar pela correnteza. Deixaram ainda, seus sonhos para trás. Passaram a enxergar que talvez, a realidade não possa compreender seus ideais. Talvez a geração atual nem mesmo possua as mesmas recordações que eu possuo. Releio certos textos que escrevi há 5, 6 anos atrás e mal compreendo para quem eu havia dirigido minhas palavras. Me sinto em outro mundo, sob outras regras. Me fora passada lições tão diferentes. Mas hoje, em nome de um discursso politicamente correto, onde se privilegia a liberdade individual, negamos certas verdades que tantos viveram e morreram para nos entregar: Honestidade, Fidelidade, Lealdade, Honra, entre muitas outras virtudes que hoje, parecem ir contra tudo o que as pessoas estão vivendo.
Não quero fazer discurssos moralistas. Não quero me apresentar como um exemplar de moralidade e perfeição de carácter: Sou falho. Talvez mais falho do que a maioria exatamente por reconhecer nessas virtudes, o caminho para uma vida mais equilibrada e não conseguir segui-las da forma que tanto gostaria. Mas ignorar e viver como se tudo isso fosse apenas ingredientes para contos de fadas, não é o caminho para o qual fui educado e moldado até aqui.
O amor se esfriou. Somos todos julgados.
Procuramos a nossa volta por alguém: Uma alma que seja, que possa nos apontar uma direção. Mas não mais observamos a direção apontada. Julgamos quem aponta. Abandonamos a busca por um propósito para nossas vidas.
O Errado, por mais que todos possam fazê-lo, continuará, até o fim dos tempos, errado.
O Certo, por mais que todos deixem de fazê-lo, continuará até o fim dos tempos, certo.
Não se permitam adormecer. Ninguém é perfeito abaixo dos Céus. Mas nem por isso, devemos inverter os valores que no fundo de nossos corações, conhecemos como o certo e o errado. Não abandonem sua Fé, não abandonem seus corações. Aprendam, com equilíbrio, a dominar seus desejos e ambições.
Termino por enquanto recitando um provérbio Chinês:
"O Homem que domina os demais é forte. O Homem que domina a si mesmo é poderoso."
O que se revela, realmente, é o quanto as pessoas estão cada vez mais menos interessadas em buscar viver certos valores. Tantas pessoas que deveriam ser exemplo, e que hoje, estão afundadas quase que por completo num mar de lama. Se deixaram vencer pela grande nuvem de testemunhas negativas, e hoje, decidiram parar de nadar contra e deixaram-se levar pela correnteza. Deixaram ainda, seus sonhos para trás. Passaram a enxergar que talvez, a realidade não possa compreender seus ideais. Talvez a geração atual nem mesmo possua as mesmas recordações que eu possuo. Releio certos textos que escrevi há 5, 6 anos atrás e mal compreendo para quem eu havia dirigido minhas palavras. Me sinto em outro mundo, sob outras regras. Me fora passada lições tão diferentes. Mas hoje, em nome de um discursso politicamente correto, onde se privilegia a liberdade individual, negamos certas verdades que tantos viveram e morreram para nos entregar: Honestidade, Fidelidade, Lealdade, Honra, entre muitas outras virtudes que hoje, parecem ir contra tudo o que as pessoas estão vivendo.
Não quero fazer discurssos moralistas. Não quero me apresentar como um exemplar de moralidade e perfeição de carácter: Sou falho. Talvez mais falho do que a maioria exatamente por reconhecer nessas virtudes, o caminho para uma vida mais equilibrada e não conseguir segui-las da forma que tanto gostaria. Mas ignorar e viver como se tudo isso fosse apenas ingredientes para contos de fadas, não é o caminho para o qual fui educado e moldado até aqui.
O amor se esfriou. Somos todos julgados.
Procuramos a nossa volta por alguém: Uma alma que seja, que possa nos apontar uma direção. Mas não mais observamos a direção apontada. Julgamos quem aponta. Abandonamos a busca por um propósito para nossas vidas.
O Errado, por mais que todos possam fazê-lo, continuará, até o fim dos tempos, errado.
O Certo, por mais que todos deixem de fazê-lo, continuará até o fim dos tempos, certo.
Não se permitam adormecer. Ninguém é perfeito abaixo dos Céus. Mas nem por isso, devemos inverter os valores que no fundo de nossos corações, conhecemos como o certo e o errado. Não abandonem sua Fé, não abandonem seus corações. Aprendam, com equilíbrio, a dominar seus desejos e ambições.
Termino por enquanto recitando um provérbio Chinês:
"O Homem que domina os demais é forte. O Homem que domina a si mesmo é poderoso."
Thursday, 15 December 2011
The Hope
Por tantos, tão desprezada. Sinal de fraqueza e superstição. Tolice. Vã necessidade de crer que no final, tudo irá bem, ou algo positivo se sobressairá.
A razão não é desmerecer a esperança. Nem contestá-la. Não merece julgamento, àqueles que se apegam como náufagos, ao conceito ou objeto de esperança.
Não seria possível imaginar um mundo sem esperança. A busca de tantos por melhoras, por transformação, por descobertas que possam trazer paz, saúde, bem-estar e vida. Vitória sobre as aflições que castigam o ser humano desde que o mesmo é expulso do ventre materno.
Pela esperança, tanto se foi conquistado. E mesmo aqueles que se desiludiram, no fundo do seu ser, ainda aguardam por alguma mudança. Não. O ser humano, enquanto vivo, é um ser esperançoso. E quando deixa de ser, parte deste mundo pelas próprias mãos de uma forma ou de outra.
A esperança é exatamente aquilo que te permite levantar da cama, mesmo quando sua razão ou coração falham em mostrar qualquer motivo razoável para fazê-lo.
A razão não é desmerecer a esperança. Nem contestá-la. Não merece julgamento, àqueles que se apegam como náufagos, ao conceito ou objeto de esperança.
Não seria possível imaginar um mundo sem esperança. A busca de tantos por melhoras, por transformação, por descobertas que possam trazer paz, saúde, bem-estar e vida. Vitória sobre as aflições que castigam o ser humano desde que o mesmo é expulso do ventre materno.
Pela esperança, tanto se foi conquistado. E mesmo aqueles que se desiludiram, no fundo do seu ser, ainda aguardam por alguma mudança. Não. O ser humano, enquanto vivo, é um ser esperançoso. E quando deixa de ser, parte deste mundo pelas próprias mãos de uma forma ou de outra.
A esperança é exatamente aquilo que te permite levantar da cama, mesmo quando sua razão ou coração falham em mostrar qualquer motivo razoável para fazê-lo.
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